Giro pela Ivy

Standings Team Conf Overall
1 Brown 0-0 4-4
2 Columbia 0-0 3-4
3 Penn 0-0 2-3
4 Princeton 0-0 2-3
5 Yale 0-0 2-4
6 Cornell 0-0 2-5
7 Harvard 0-0 1-4
8 Dartmouth 0-0 0-5

A Ivy League começou a temporada surpreendendo negativamente. Até aqui apenas Brown não tem record negativo. Sim, Brown.

Antes da temporada começar, Yale recebeu seis votos para o USA Today Coaches’ Poll, enquanto Princeton recebeu dois e Harvard um para o AP Poll. Quatro dos seis maiores cestinhas da temporada passada retornaram para essa temporada.

Primeiramente, vamos aos cinco melhores jogadores até aqui.

1matt-morgan

Matt Morgan – Morgan anotou 13+ pontos em seis dos sete jogos que fez. Na última partida, vs Northeastern, Matt anotou 34 pontos na vitória por 80-77. Ele lidera o ranking de cestinhas da Ivy, até o momento, com 19,0 pontos de média.

1nate-hickman

Nate Hickman –  Hickman vem numa ótima ascendente. Anotou 23 pontos contra Quinnipac, sua career-high em pontos. No jogo seguinte, contra Army, já quebrou essa marca ao anotar 30 pontos, apesar da derrota. Ao receber Colgate, Nate fez o game-winner da vitória de Columbia. Eu o colocaria como segundo melhor jogador da Ivy até aqui.

1steven-spieth

Steven Spieth – O melhor jogador em duas dessas três semanas de jogos da Ivy. Spieth tem média de 18,9 pontos, além de 6,9 rebotes e 4,9 assistências. O ala quase anotou um triple-double contra Niagara, na vitória de Brown por 88-79: 27 pontos, 10 rebotes e 9 assistências. Se a temporada acabasse hoje, Steven levaria o MVP com sobras.

Nov 13, 2015; NCAA Mens Basketball: Dartmouth at Seton Hall

Evan Boudreaux – Dartmouth ainda não venceu. Cinco jogos, cinco derrotas. Mas se tem alguém que não tem culpa é Boudreaux. O PF tem médias de 17,2 pontos e 9,0 rebotes, fez 14+ pontos em todos os jogos. Não pode ficar fora desse starting five.

NCAA Basketball: Columbia at Northwestern

Luke Petrasek – Petrasek fecha a lista com 16,3 pontos, 7,9 rebotes e 3,1 assistências de média. O senior vem muito bem nos arremessos de quadra: 47,7% de FG e 46,2% pra 3 pontos. Luke está com aproveitamento de 95,2% do lance livre. Errou apenas um dos 21 tentados.

 

Freshman do ano

Yale Pittsburgh Basketball

Na corrida pelo freshman, Miye Oni está correndo com retrovisor limpo. Infelizmente Yale perdeu Makai Mason por conta de lesão, mas Oni ganhou espaço e vem doutrinando. 13,5 pontos, 8,3 rebotes e 1,3 tocos de média para o calouro. Mesmo perdendo Mason, Yale faz uma campanha relativamente boa para esse calendário dificílimo. Um programa considerado pequeno com Washington, Virginia e Pittsburgh dentre seus seis primeiros jogos pode enganar essa campanha negativa. Veremos a seguir.

 

Power Ranking

  1. Princeton Tigers (2-3)

Princeton assume a ponta da Ivy. No nosso preview esta universidade foi cotada para a segunda colocação. Começo com um dado interessante: é a penúltima em FT/FGA. O time joga com uma formação mais baixa que quase não utiliza o garrafão, principalmente jogo em contato, para pontuar. Olhando a distribuição de pontos de Princeton, posso ver que 37,4% dos pontos vem da linha de 3 pontos. 41ª equipe que mais utiliza esse recurso em relação à liga. Até agora, os Tigers têm um ótimo ataque: 108,9 pontos em AdjO; e uma ótima defesa: 96,2 em AdjD. O forte da defesa é o perímetro. 46ª em TO% (22,4 de média), o que dá um bom percentual de roubos de bola (9,8).

Um detalhe bem interessante é que Princeton conseguiu um índice de Minutes Continuity de 83,8%, segundo maior da liga. O que isso significa? Essa stat mostra a continuidade de tempo de quadra do atual roster em relação à temporada passada. Ou seja, os jogadores que jogaram em no ano anterior e continuam em quadra este ano. A stat pega os minutos jogados de uma temporada e compara com a outra, isto é, se um jogador machucou e perdeu a temporada passada ou um jogador que quase não jogava e agora ganhou espaço, em ambos casos a stat considera como “algo novo” na equipe. Resumindo: A equipe mantém praticamente o mesmo roster e o mesmo tempo de quadra da temporada 2015-16 para a atual.

O record engana bastante. Pegando a força do calendário non-conference de Princeton, é o 16º mais complicado do país. Por isso vou colocá-la na primeira posição.

  1. Yale Bulldogs (2-4)

Mesmo sem Makai Mason, Yale conseguiu vitórias importantes contra Washington e Lehigh. Lehigh que fez frente contra Xavier e venceu Princeton e Mississippi State.

A força do calendário dos Bulldogs vem logo atrás de Princeton: 17º. Pegando a Eficiência Ajustada dos adversários de Yale, dá a 8º colocação como melhores ataques. Isso complica sua campanha. O time jogou apenas uma vez em casa e ganhou (Lehigh).

Na parte ofensiva, há que se notar os arremessos convertidos assistidos: 62,1%; dando a 32ª colocação num universo de 351 times. O time tem rotação curta utilizando o banco em, apenas, 24,6% do tempo. A média da liga é de 32%.

A parte mais difícil do calendário de Yale passou. Antes dos jogos de conferência, a equipe tem sete jogos e em apenas um não é favorita: at Temple.

Mesmo perdendo alguns de seus principais jogadores da temporada passada e sem Makai Mason, esse time é perigoso.

  1. Harvard Crimson (1-4)

Ainda não vou rebaixar Harvard tanto assim por três fatores: 1) É a 4ª equipe menos experiente do país, ou seja, mais nova de toda NCAA: média de experiência de 0,88 anos, enquanto a liga tem média de 1,71; 2) Em Minutes Continuity é a 4ª pior da liga (24%), isto é, o time ainda está se adequando, se encaixando e buscando a formação ideal. A média da liga é de quase 50%; e 3) Força de seu calendário. Em seus cinco jogos, Harvard encarou Stanford, UMass e George Washington. Eu sei, a derrota pra Holy Cross foi feia. Mas ainda assim é um calendário difícil para o porte de um time da Ivy League.

Amaker vem usando bastante o banco, 36º com maior percentual de bench minutes. O time é bem unselfish e tem até uma proporção Ast/FGM maior que Princeton: 65,1%. O time apresenta melhor desempenho na defesa em relação ao ataque. Uma das equipes que menos leva pontos da linha dos 3 pontos na liga, mas faz muita falta durante os jogos. 28,3% dos pontos dos adversários saem do FT contra Harvard. Isso é a 12ª pior marca da NCAA.

O senior Zena Edosomwan não está bem na temporada, tendo médias de 4,4 pontos e 5,8 rebotes. O freshman Henry Welsh vem “roubando” seu tempo de quadra. Os calouros Seth Towns e Bryce Aiken liberam a equipe em pontos por jogo: 12,8 e 11,5, respectivamente.

Há bastante trabalho por aqui e vamos ter um pouco de paciência com Harvard. Joias estão sendo lapidadas. O problema é que o schedule para frente ainda é bem complicado. Favorito contra Fordham, Northeastern, Howard, McGill e Bryant; underdog contra Boston College, Houston e Vermont.

  1. Penn Quakers (2-3)

Penn foi meu primeiro erro grave. Mesmo com um calendário difícil, 64º do país, o time não está mal. Seu ataque ajustado é o 196 do país com 100,8 pontos por 100 posses; e sua defesa é a 166 com 102,3 por 100 posses. Isso resulta em um Margem de Eficiência Ajustada de -1,46. Penn ainda não jogou em casa e ainda teve que encarar times como Miami (FL) e Villanova, atual campeã.

Outro time que abusa do perímetro. Em Point Distribution, os Quakers anotam 40,5% dos pontos na linha de 3 pontos, 19º maior índice da NCAA. Detalhe: 36,8% de aproveitamento. Para o volume é um ótimo percentual. A equipe tem uma ótima taxa forçando turnovers e em roubos de bola. Por enquanto, uma das surpresas da Ivy para mim.

Penn tem o terceiro non-conference schedule mais complicado da Ivy: +5,12; e ainda tem paradas duras pela frente. Os jogos contra Temple, UCF e La Salle sãos os mais difíceis.

Destaco da equipe três jogadores: AJ Brodeur, Caleb Wood e Matt Howard.

  1. Columbia Lions (3-4)

Com de um dos melhores record da Ivy neste momento, Columbia enfrentou adversários que não testaram seu ataque e nem sua defesa. Aliás mesmo enfrentando ataques fracos, sua defesa foi muito mal. Sofreu 36,5% de conversões de 3 pontos, 53,6% de 2P%, forçou poucos TOs (326º em TO% na liga) e roubou poucas bolas (321º na NCAA). A equipe não tem um padrão de marcação e cede 35,8% dos pontos vindo do perímetro. Quando olhamos a Eficiência Ofensiva dos oponentes, é a 192 dos 351 times. A defesa é um ponto importante a corrigir nos Lions.

Seu ataque tem um aspecto melhor. Possui 3P% e 2P% acima da média da liga. É o 20º em aproveitamento de lance-livre. O time poderia aproveitar para forçar mais o jogo dentro do garrafão forçando mais faltas, já que tem ótimo aproveitamento de FT.

Nate Hickman e Luke Petrasek estão muito bem. Aliás, dois dos melhores da liga.

  1. Cornell Big Red (2-5)

O detaque de Cornell é todo de Matt Morgan. Não tem jeito.

É uma das equipes que mais arremessa bolas de 3 em relação ao FGA: 42,6%, o que dá a 45ª posição do país. Mas tem péssimo aproveitamento: 30,6%. A defesa no perímetro é bem fraca. Os times tenderam a arremessar mais para 3 pontos contra Cornell, proporção de 30,1% de 3PA/FGA, tendo aproveitamento de 38,9%. O que assusta muito é a proteção do aro. 62,8% de FG at the rim com 68,4% de unblocked FG%. Problema grave de Cornell. Quando olhamos o tempo médio de posse ofensiva dos adversários de Cornell, o resultado é de 16,4. Curioso pra ver o FG% at rim, quando o adversário pontua entre 0 a 10 segundos de posse, o aproveitamento é de 87,5%. A equipe é lenta, sua transição defensiva é muito ruim.

Nos próximos sete jogos fora de conferência de Cornell, a equipe é favorita em três: Troy, UMass Lowell e Fisher. O jogo contra Troy é em quadra neutra.

  1. Brown Bears (4-4)

O único record não-negativo da Ivy até agora pertence a Brown! Mas calma. Voltemos a força do calendário para começar a explicar. É o pior da Ivy e o 34º mais fraco da liga até o momento. Olhando o Luck Index, é o mais alto da Ivy: +0,98. Sem contar que foi uma das equipes que mais jogou em casa em relação aos demais times desta conferência. E, sim, fizeram um belo jogo fora de casa contra Rhode Island, mesmo com a derrota.

A defesa é o maior defeito do time. Top 10 sofrendo 2P% com 59,8% e leva 57,7% dos pontos dentro da área de 2 pontos. Inclusive é o 22º time que mais sofre pontos dali. A propósito o unblocked FG% at rim é de 74,2%. FG% at rim é de 69,9%. Bem pior que Cornell.

Um dado interessante do ataque: 27,1% dos pontos vêm do FT, 13º maior da liga. Falando em ataque, Steven Spieth é o grande destaque. 18,9 pontos, 6,9 rebotes, 4,9 assistências e 1,8 roubadas de bola com 56,3% de FG (terceiro maior da Ivy), sendo 40,9% para 3 pontos, além de 88,1% da linha do lance-livre. Um excelente início de temporada para ele.

Os próximos jogos de Brown serão fáceis também. Dos oito jogos só não será favorita em dois: Providence e NJIT. Estamos de olho nisso também para elevá-la ou não em nosso ranking.

  1. Dartmouth Big Green (0-5)

Segundo erro grave foi colocar Dartmouth tão bem rankeada no preview (4ª). A equipe tem Eficiência Ofensiva e Defensiva Ajustada em 97,0 e 105,6, respectivamente, dando um saldo de -8,60. O pior da Ivy. Seu calendário é um pouco mais complicado que Brown e Columbia, mas seu desempenho até aqui é pífio. Pior time da liga bloqueando e segundo pior levando tocos. Todas suas estatísticas ofensivas estão abaixo da média da liga. Todas. eFG%, TO%, Offensive Rebound, 3P%, 2P%, FT%, Blk%, Stl%… todas! Os ataques dos oponentes foram fracos e mesmo assim a equipe está no bolo do top 100 piores defesas ajustadas.

O destaque mesmo é Evan Boudreax. Somente.

Analisando os próximos jogos, vem mais derrotas pela frente. Aliás, não ficaria surpreso se Dartmouth terminasse o calendário non-conference 1-12 mantendo esse desempenho.

Eu, particularmente, esperava mais nesse início dos times da Ivy League. Pegando a média AdjO e AdjD dá um saldo de -2,45, o que coloca a conferência em 17º lugar. Esperava ao menos ficar dentro das 14 melhores. Uma pena a perda de Makai Mason, o que acabou enfraquecendo Yale, e a performance de Dartmouth até aqui.

 

Individual Player Game Highs

Aqui trarei a maior stat para cada um desses atributos feito por um jogador da Ivy League. Essa realização ficará marcada nesse tópico.

Individual Player Game Highs
Stat Player Team Game
Points 34 Matt Morgan Cornell vs Northeastern (30/11/16)
FGM 11 AJ Brouder Penn at Robert Morris (11/11/16)
11 Nate Hickman Columbia vs Army West Point (23/11/16)
11 Luke Petrasek Columbia at Hofstra (29/11/16)
11 Matt Morgan Cornell vs Northeastern (30/11/16)
FGA 20 Sam Downey Yale vs Lehigh (17/11/16)
FG% 88,9% Matt Howard Penn at Central Connecticut (22/11/16)
88,9% Sam Downey Yale at Bryant (30/11/16)
3pt FGM 8 Donovan Wright Cornell at Laffayete (20/11/16)
3pt FGA 13 Matt Morgan Cornell at Houston (26/11/16)
13 Matt Morgan Cornell vs Northeastern (30/11/16)
3pt% 80,0% (8-10) Donovan Wright Cornell at Laffayete (20/11/16)
FTM 22 Steven Spieth Brown vs Niagara (13/11/16)
FT% 100% (10-10) Steven Spieth Brown vs Albany (20/11/16)
Rebounds 14 Luke Petrasek Columbia at Quinnipiac (21/11/16)
Assists 9 Steven Spieth Brown vs Niagara (13/11/16)
9 Steven Spieth Brown vs Bryant (28/11/16)
Steals 5 Max Rothschild Penn vs Villanova (29/11/16)
Blocks 5 Miye Oni Yale vs Lehigh (17/11/16)
Turnovers 4 Taylor Johnson Dartmouth at Rhode Island (11/11/16)
4 Steven Spieth Brown vs Bryant (28/11/16)

 

O interessante é que não há jogadores de Princeton e Harvard até o momento.

 

Bom, este é o primeiro passo para irmos aprendendo e identificando tendências da Ivy League. Seguiremos acompanhando a famosa conferência das melhores universidades americanas.

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