Preview 2017 – American Conference

Depois de falarmos sobre as melhores universidades mid-major e de analisarmos os 25 melhores atletas destas conferências, chegou a hora de começarmos com os previews individuais para as melhores conferências no College Basketball.

Depois de destacarmos a Atlantic-10 na semana passada, chegou a hora de fazer nossas previsões para a conferência American Athletic (AAC), conferência esta que tem feito de tudo para se transformar em major conference através de adições de universidades importantes do college como Wichita State para esta temporada.

O preview desta conferência com análise detalhada de cada equipe estará no podcast que você encontra logo abaixo. Nesse podcast, Leonardo Sasso, um dos maiores especialistas em Mid-Major no Brasil, Italo Vieira e Rodrigo Lazarini comentaram suas expectativas para a temporada na conferência, quais times devem ir ao march madness, quem deve levar o prêmio de melhor atleta, calouro e técnico.

Podcast com a análise individual para cada equipe da conferência American
Power Ranking Live College BR

Diferentemente da Atlantic-10 em que classificamos as equipes em três categorias, nesta conferência resolvemos analisar individualmente sobre cada equipe por entender que existe um numero maior de universidades com bom nível técnico. Confira nosso power ranking da AAC.

1- Wichita State Shockers
2- Cincinnati Bearcats
3- Houston Cougars
4- SMU Mustangs
5- UCF Knights
6- Connecticut Huskers
7- Temple Owls
8- Tulsa Golden Huricane
9- East Carolina Pirates
10- South Florida Bulls
11- Memphis Tigers
12- Tulane Green Wave

Favorita? Conheça a provável melhor equipe da AAC.

Wichita State Shockers (31 vitórias e cinco derrotas na temporada 2016-17)

Primeiramente é preciso dizer que Wichita State é freshman na conferência. A Universidade deixou a Missouri Valley após a temporada passada e se juntou à American, deixando o nível da conferência ainda maior. Wichita State chegou aos últimos March Madness e aposta na continuidade do técnico Gregg Marshall. Após perder a lendária dupla Ron Baker e Fred VanVleet, os Shockers se reconstruíram e montaram novamente uma boa equipe.

Agora em nova conferência, Wichita State pode ser considerada uma equipe Top 10 nacional. Há um asterisco nisso tudo, por conta das lesões. Tanto Landry Shamet quanto Markis McDuffie sofreram fratura no pé devido ao estresse. Shamet só deve voltar no final de novembro, enquanto McDuffie só no meio de dezembro. os dois são líderes de pontuação do time.

O que mais impressiona nos Shockers é a rotação. Mais de dez jogadores têm pelo menos dez minutos por jogo. Além dos dois citados, vale ficar de olho nos seniors Darral Willis Jr. e Shaquille Morris.

Ah e o ginásio de Wichita State venderá cerveja nessa temporada. Cheers!

Sleeper da conferência? Conheça a universidade que pode surpreender todo mundo na AAC

Temple Owls (16 vitórias e 16 derrotas na temporada 2016-17)

O que uma equipe que teve 50% de aproveitamento está fazendo aqui como sleeper? Talento é a resposta. Temple perdeu somente dois jogadores de sua rotação (Daniel Dingle e Mark Williams), mas ganhou um reforço excelente. Josh Brown, armador da equipe e que foi redshirt na temporada passada, retorna após lesionar o joelho e tem tudo para ser o líder da equipe. O jogador teve 8.3 pontos, 4.8 rebotes e 4.9 assistências por jogo há duas temporadas.

Outro ponta que impressiona é a juventude. Por mais que a campanha tenha sido irregular em 2016-17, Temple apresentou três bons calouros, que agora vão para o segundo ano. Shizz Alston Jr, Quinton Rose e Alani Moore, combinados, tiveram mais de 30 pontos por jogo, número fantástico para três freshmens. Todos mais experientes, somados ao bom Obi Enechionyia, jogador de garrafão, que espaça a quadra com arremessos do perímetro, podem fazer os Owls sonharem com algo a mais na American.

Menção Honrosa: UCF

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Gregg Marshall, Wichita State

A mudança para a American é vista com bons olhos, principalmente por mais dar mais visibilidade aos Shockers, aumentar a possibilidade de recrutar jovens do High School e ampliar o leque de transferências. Marshall tem seu nome ventilado todas as temporadas por outras equipes, mas se mantém fiel a equipe de Kansas.

Menção Honrosa: Kelvin Sampson, Houston e Johnny Dawkins, UCF.

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Andres Feliz, South Florida

Feliz é mais um jogador latino que jogará no basquete universitário. O armador nasceu em Santo Domingo, capital da República Dominicana e fez High School nos Estados Unidos. O jogador foi destaque no Mundial Sub-19 de 2015 com 18.9 pontos, 5.0 rebotes e 3.7 assistências por jogo e foi redshirt na última temporada.

South Florida está em processo de reconstrução e diferente dos outros calouros Feliz deve ter tempo imediato de quadra. Outro pontos positivo é que Feliz jogará ao lado do brasileiro Túlio da Silva, um dos destaques de USF na temporada passada.

Menção Honrosa: J.P Moorman (Temple), Trevor Moore (Cincinnati), Elijah Lendrum (SMU) e Fabian White (Houston).

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Landry Shamet, Wichita State

Landry teve 11.4 pontos, 2.8 rebotes e 3.3 assistências na temporada passada. Foi seu primeiro ano jogando por Wichita State, já que foi redshirt há duas temporadas. Aquele que era desconhecido de todos tornou-se referência de uma equipe que a cada ano surpreende mais o país. Dono de uma boa visão de jogo, arremesso do perímetro e clutch, Shamet já chama a atenção dos scouts da NBA.

No March Madness, o armador teve 20 pontos na derrota dos Shockers para Kentucky por 65×62. A expectativa gerada pelo jogador é gigante e o mínimo que se espera é que ele brigue para ser um dos melhores jogadores da conferência. Se quiser saber mais sobre Landry Shamet, atleta que já é visado por scouts da NBA, tem uma matéria sobre ele aqui mesmo no site Live College.

Menção Honrosa: Cane Broome (Cincinnati), Rob Gray Jr. (Houston), Shake Milton (SMU), B.J Taylor (UCF) e Jalen Adams (UConn)