Preview da Conferência Atlantic 10

Uma das conferências que ganha mais audiência e mais respeito no basquete universitário é a Atlantic 10. Cada vez mais os times da conferência conseguem sucesso no March Madness e novos bons jogadores surgem.

Em 2016, Dayton venceu a temporada regular, enquanto Saint Joseph’s venceu o torneio da conferência, após vitória sobre VCU por 87×74.

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Agora farei a perspectiva da temporada. Destaques e power ranking da conferência:

Melhor jogador

Jack Gibbs – Davidson 

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Cestinha da Atlantic 10 na temporada passada, Jack Gibbs traz toda a responsabilidade de levar Davidson a um patamar superior. Peso maior porque joga nos Wildcats, treinado por Bob McKillop, mesma situação de Stephen Curry quando surpreendeu o país com suas atuações fantásticas.

Dono do time tem tudo para ser mais uma vez cestinha. Precisa melhorar seu aproveitamento de quadra e deixar de ser egoísta em alguns momentos da partida. Tem um time interessante ao seu redor e pode levar Davidson a briga pelo título da conferência.

Melhor freshman da conferência:

De’Riante Jenkins – VCU

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A batalha pelo título e calouro do ano na conferência deve ficar entre Jenkins e DeJon Jarreu, jogador de Massachussets. Jenkins é cotado como o 12º melhor ala do país na classe do High School de 2016.

Baixo para a posição, Jenkins compensa com um atleticismo fantástico e ótima envergadura. Tem no jogo off the ball sua melhor arma. Seu arremesso ainda é inconsistente e prefere jogar cortando para a cesta. Ataca muito o aro. No forte time de VCU, dono de uma de uma defesa excelente, Jenkins deve acertar seu jogo, já que apresenta um bom potencial defensivo.

Jogador mais underrated da conferência:

TJ Cline – Richmond

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Um dos melhores jogadores ofensivos da conferência. Ala-pivô com extremo QI de jogo e ótimo jogo de costas para a cesta. Além de pontuador, consegue distribuir bons passes quando recebe isolado. Seu arremesso de fora está em plena evolução. Jogador modelo que a NBA gosta – “stretch four”.

Melhor técnico da conferência:

Archie Miller – Dayton

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Embora Mark Schmidt, técnico de St Bonaventure tenha vencido o título de melhor técnico na temporada passada, Archie Miller recebe meu voto para esta. Irmão de Sean Miller, técnico de Arizona, Archie é técnico de Dayton desde 2011 e antes disso, havia passado por várias grandes universidades como auxiliar (NC State, Arizona State, Ohio State e Arizona).

Com Dayton teve a melhor campanha da conferência na temporada passada e tende a brigar pelo posto de campeão novamente. Já levou Dayton até o Elite Eight em 2013/14.

Quinteto da conferência:

G – Charles Cooke (Dayton)
G – Jack Gibbs (Davidson)
F – Jaylen Adams (St Bonaventure)
F – Tyler Cavanaugh (George Washington)
C – TJ Cline (Richmond)

Power Rankings

  1. Dayton

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Muita experiência cerca este bom time de Dayton. Contando com um dos melhores armadores do país em Charles Cooke, os Flyers tem tudo para fazer mais uma boa campanha na Atlantic 10, como já recorrente.  Kyle Davis, Kendall Pollard e Scoochie Smith continuam e o calouro Kostas Antetokoumpo, mais um dos irmãos, trará a força e o atleticismo que já é bem evidente no time.

A questão de dúvida a respeito de Dayton ficará com quem será o substituo de Dyshawn Pierre, melhore reboteiro da equipe. A morte de Steve McElvene durante essa offseason abalou toda a Universidade.

FIQUE DE OLHO: Josh Cunningham, jogador que veio transferido de Bradley.

  1. Rhode Island

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Espera-se que a temporada 2016/17 de Rhode Island não tenha tantas lesões como na última. E.C Matthews e Hassan Martin, craques da equipe, jogaram muito pouco ou não jogaram como no caso de Matthews. Mesmo assim, o técnico Dan Hurley fez uma campanha sólida na Atlantic 10, no meio da tabela.

Com os retornos de Matthews e Martin, e as boas surpresas da temporada passada, como Kuran Iverson, Jarvis Garrett e Jared Terrell, os Rams devem brigar pelo topo da conferência. Muitos scouts o colocam como uma equipe Top 25 no país.

FIQUE DE OLHO: Hassan Martin foi o Defensive Player of the Year na Atlantic 10 em 2015/16 mesmo com a lesão sofrida. Ele deve ser mais uma vez o pilar desse bom time dos Rams.

  1. VCU

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Muitos esperavam que a saída de Shaka Smart do posto de técnico de VCU abalaria a equipe. Nada disso. Will Wade, que fora auxiliar de Smart na Universidade, veio de Chattanooga após ótimo desempenho e continuou o bom trabalho que o antigo técnico fazia. Mesmo perdendo Melvin Johnson, cestinha da equipe, é esperado que os Rams deem mais uma vez trabalho para as grandes universidades.

Para isso, JeQuan Lewis será peça importante. O armador dono de uma excelente visão de jogo e ótima defesa é o pilar da equipe e terá ao seu lado o bom calouro De’Riante Jenkins. O grupo de apoio com Mo Alie-Cox, Justin Tillman e Doug Brooks é interessante e ajudará os Rams no seu objetivo principal: chegar ao March Madness.

FIQUE DE OLHO: A defesa de VCU impressiona. JeQuan Lewis é um monstro nos roubos de bola (1.6 roubos na temporada passada). Espere muitos roubos e pressão de VCU nos seus adversários.

  1. Davidson

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Um dos times mais internacionais da NCAA (sete jogadores vindos de fora dos EUA), Davidson conta com um americano como seu craque: Jack Gibbs. O armador tenta repetir o feito de Stephen Curry e levar Davidson novamente ao March Madness. Scorer na essência da palavra, Gibbs deverá ser um dos maiores cestinhas da temporada no país inteiro.

Ao seu lado, os Wildcats contam com Peyton Aldridge. Um ala-pivô versátil que ajudará muito seu companheiro de time. A saída de Brian Sullivan, um dos cestinhas da equipe, será sentida, mas Nathan Ekwu, nigeriano, pode fazer o “jogo sujo” no garrafão e ajudar na parte defensiva.

FIQUE DE OLHO: Jon Axel Gudmundsson, calouro vindo da Islândia, é mais um jogador internacional recrutado por Bob McKillop.

  1. La Salle

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A evolução de La Salle será evidente. Da última posição na conferência temporada passada a, provavelmente, uma das posições no topo da Atlantic 10. Isso se deve muito ao retorno dos cinco maiores pontuadores da equipe na temporada passada.

Jordan Price, um dos jogadores mais subestimados da conferência, deverá brigar pelo posto cestinha da Atlantic 10. A experiência da maioria dos jogadores, visto que, temos sete jogadores que ficaram um ano de redshirt, deverá fazer a diferença em uma conferência bem equilibrada. Além disso, as transferências farão muito bem ao time de John Giannini.  Pookie Powell, ex-Memphis, B.J Johnson, ex-Syracuse e Demetrius Henry, ex-South Carolina, ajudarão de imediato.

FIQUE DE OLHO: A referência da equipe e um dos principais jogadores da conferência é Jordan Price. Espere muitos pontos dele nesta temporada.

  1. Richmond

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Um dos melhores ataques da conferência, Richmond conta com o retorno de ShawnDre’ Jones, T.J Cline e Marshall Wood (42% em bolas de três na temporada passada). O problema deverá ser na defesa, em que o time foi o 203º que mais sofreu pontos por posse de bola no saldo ajustado.

Terry Allen, um dos melhores jogadores da conferência na temporada passada, se formou e Richmond teve o acréscimo de Kwesi Abakah, que teve mais de 17 pontos por jogo em Northeastern.

FIQUE DE OLHO: T.J Cline deverá ser um dos melhores jogadores da conferência. Dono de um bom arremesso de fora e grande QI de jogo, o ala-pivô fará a diferença para os Spiders.

  1. St Bonaventure

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Jaylen Adams, que fez parte do quinteto ideal da conferência temporada passada, continua na equipe, mas a perda de Marcus Posley será muito sentida pelos Bonnies. Além dele, Dion Wright, que teve mais de 16 pontos por jogo, também se formou.

O técnico do ano temporada passada, Mark Schmidt, dependerá muito de um dos melhores jogadores vindos do banco: Denzel Gregg.

FIQUE DE OLHO: Chinonso Obokoh, transferido de Syracuse, chega para dar maior imposição no garrafão dos Bonnies.

  1. George Washington

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A temporada de George Washington não começará do melhor jeito possível. Mike Lonergan foi demitido da equipe, após ser acusado de xingar verbalmente e por mensagens seus jogadores. Um escândalo e tanto para a Universidade que foi campeã do NIT na temporada passada.

Não bastasse isso, as perdas de Patricio Garino (argentino que assinou com o San Antonio Spurs) e Joe McDonald deverão ser bastante sentidas. Junto com Kevin Larsen, eles combinavam para 46% dos pontos da equipe. Para compensar essas saídas, chegam Jaren Sina, jogador do Kosovo vindo de Seton Hall e Patrick Steeves, de Harvard.

FIQUE DE OLHO: Tyler Cavanaugh, um dos melhores jogadores da conferência, deverá fazer parte do quinteto ideal e ser o dono dessa equipe.

  1. Saint Joseph’s

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Nenhum time na Atlantic 10 vai sentir tanto a falta de jogadores como Saint Joseph’s. A campanha fantástica da temporada passada, liderada por DeAndre Bembry, MVP da conferência, deverá ser um contraste para a fraca campanha que o time fará nessa.

DeAndre Bembry, Isaiah Miles, Aaron Brown e Papa Ndao, jogadores que se formaram, combinaram para incríveis 66% dos pontos da equipe na temporada passada. O sucesso do time treinado por Phil Martelli dependerá do desempenho dos jogadores que ficaram, como James Demery (oito pontos por jogo) e de uma evolução do pivô Pierfrancesco Oliva.

FIQUE DE OLHO: Pierfrancesco Oliva vem para seu segundo ano na NCAA e com mais tempo de quadra, deverá ser um dos pilares da equipe.

  1. Massachussets

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Outro time que sofreu com as perdas de jogadores (Trey Davis, Jabarie Hinds e Antwan Space combinaram para 50% dos pontos), UMass contará com o retorno de Donte Clark, um dos cestinhas da equipe.

A bom recrutamento credenciam UMass a ter uma temporada de evolução para as temporadas seguintes. DeJon Jarreau e Chris Baldwin são alguns desses nomes.

FIQUE DE OLHO: DeJon Jarreau, top 100 da classe de 2016 de acordo com a ESPN, é um dos melhores calouros da conferência. Deverá ter tempo de quadra imediato nesta temporada.

  1. Fordham

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Fordham surpreendeu na temporada passada com uma campanha interessante na conferência, mesmo com o recorde negativo (oito vitórias e dez derrotas). O desempenho de Joseph Chartouny, escolhido calouro do ano, foi essencial para isso. Agora sem  Ryan Rhoomes e Mandell Thomas, que se formaram, a dependência com Chartouny será ainda maior.

Um fator positivo para Fordham deverá ser JaVontae Hawkins, ex-jogador de Eastern Kentucky e que liderou o time em pontos na temporada passada (mais de 17 pontos de média). Além dos jogadores graduados, Jon Severe se transferiu para Iona.

FIQUE DE OLHO: Joseph Chartouny já foi calouro do ano na conferência temporada passada. Esta temporada tem tudo para ser a consolidação do segundo-anista.

  1. Duquesne

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Duquesne fez uma campanha fraca na temporada passada e para esta o cenário não deve mudar. As perdas de Micah Mason e Derrick Colter, cestinhas da equipe, não foram substituídas a altura e os Dukes deverão brigar na parte de baixo da Atlantic 10.

L.G Gill foi para Maryland e TySean Powell se transferiu para Pacific. Em contrapartida, duas transferências aconteceram a favor de Duquesne: Kale Abrahamson, vindo de Drake e Emile Blackman, vindo de Niagara.

FIQUE DE OLHO: Com as saídas dos principais cestinhas, a responsabilidade de pontuar fica com Eric James, que teve mais de nove pontos de média na temporada passada.

  1. George Mason

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George Mason pouco mudará da temporada passada para esta. A maioria dos principais jogadores permanece, com exceção de Shevon Thompson, líder de rebotes na conferência, que se formou. As esperanças dos torcedores são em Otis Livingston II e Jaire Grayer. Marquise Moore também deverá ser um dos cestinhas da equipe.

Um recrutamento de cinco jogadores também aumentará o elenco de George Mason. Nenhum é cercado de muita hype, mas podem desenvolver um bom basquete no time de Virgínia.

FIQUE DE OLHO: Além de Otis Livingston II, craque do time, os calouros Ian Boy e A.J Wilson chamam a atenção. Terão tempo de quadra imediatamente.

  1. Saint Louis

Travis Ford makes his remarks after being introduced as the new men's head basketball coach at Saint Louis University in St. Louis on March 31, 2016. Ford comes to Saint Louis University from Oklahoma State where he held the same position for eight years.   Photo by Bill Greenblatt/UPI

Temporada 2017/18. Esse é o ponto de partida de Saint Louis para uma recuperação. Travis Ford, ex-técnico de Oklahoma State chega para seu primeiro ano no comando e já promoveu mudanças na equipe. As transferências para a temporada 2017/18 já estão consolidadas: Jevon Bess, vindo de Michigan State, D.J Foreman, vindo de Rutgers e Adonys Henríquez, vindo de UCF, são alguns dos nomes que reforçarão os Billikens.

Para esta temporada é hora de apostar no calouro Jalen Johnson. Ash Yacoubou, cestinha da equipe, se formou. Miles Reynolds se transferiu para Pacific e Milik Yarbrough para Illinois State.

FIQUE DE OLHO: Jalen Johnson é um dos melhores alas-pivôs calouro da conferência. No fraco time de Saint Louis, pode ajudar desde cedo.

1 comentário sobre “Preview da Conferência Atlantic 10”

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