Preview da West Coast Conference

Se você gosta de jogos com muitos pontos, pouca defesa e muito, mas muito ataque, bem-vindo a West Coast Conference. Ela está te esperando. Gonzaga e Saint Mary’s ficaram em 24º e 22º lugar, respectivamente em eficiência ofensiva ajustada em todo o país. BYU ficou na 52ª colocação. Esses três programas serão os protagonistas dessa temporada novamente. Gosto bastante dos Gaels, muito para falar a verdade. Era um dos times mais jovens, se é que posso falar isso em uma liga universitária (rs), e quase todo o roster se manteve. É um time muito talentoso e que vem tirando a paz de Mark Few. Para se ter ideia, a média de experiência dos jogadores de Saint Mary’s era de 1.06 anos dando a vigésima colocação no país como time mais jovem. Comparando com o país, a média de experiência como um todo foi de 1.70 anos.

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MVP

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Temos bons nomes nessa briga. Colocaria Alec Wintering, Emmett Naar ou Nick Emery, mas vou ficar com Nigel William-Goss. Acredito que Goss terá papel fundamental na condução da equipe de Gonzaga tanto para a corrida dentro da conferência quanto para o provável March Madness. QI Acima da média, bom passador e tem vocação para ser líder do time dos Bulldogs. Apesar de não ser tão rápido, é um bom all-around point guard.

Freshman

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Zach Collins é o melhor nome dessa classe, mas não acredito que tenha impacto imediato principalmente por conta de Karnowski. Vou deixar o nome dele sob aviso. Vou eleger Yoeli Childs como provável freshman da WCC pelo impacto imediato que ele pode ter em BYU. Isso muito em função do momento de transição dos Cougars por conta dos seniors e transfers que perderam. Bom, Childs é um pouco baixo para posição de PF (6’6″) e precisa melhorar seu jogo no low post. Apesar do tamanho, é um reboteiro de elite, não tem problema em finalizar com contato e sabe finalizar com as duas mãos. Vamos ver se Childs corresponderá as expectativas já em seu freshman year.

Starting Five

Alec Wintering, Portland

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Poderia até ser o MVP da temporada, mas pena que Portland não deve ser relevante na WCC 2016-17. Scorer muito eficiente, tem bom arremesso do perímetro (40.6%), arremessa mais de um quarto do total de chutes dos Pilots, além de ter a bola na mão mais de 30% do tempo de jogo. Deve ser o cestinha da WCC.

Nigel Williams-Goss, Gonzaga

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Meu candidato ao título de MVP.

Jared Brownridge, Santa Clara

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Brownridge, apesar de ser SG, fecha minha trinca. Se vamos trabalhar com a liga em que o ataque é importante, não posso deixar Jared de fora. Mais um ótimo scorer e deve concorrer com Wintering pelo cestinha da temporada. Excelente shooter, com arremesso sólido dos 3 pontos, ótimo na transição e de quebra é até um defensor razoável. Grande problema é que Jared não é um bom passador.

Lamond Murray Jr, Pepperdine

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Para manter a estatura do meu baixo time, vou de um tweener. Murray é lento para ser SF e baixo para ser PF. Mas tem jogo bom dentro do garrafão, onde faz 20% de seus pontos e melhor arremesso 2-pt jumper, no qual compõe 62% de seu jogo ofensivo. Se Pepperdine quiser manter como quarta força na WCC, Murray terá que trabalhar bastante comandando os Waves.

Przemek Karnowski, Gonzaga

North Dakota State v Gonzaga

A torre do meu time é o Karnowski. Espero que volte bem de sua lesão. Os Zags dependerão bastante dele. Na temporada 14-15, 57.1% de seus arremessos vieram at the rim, sendo que 69.2% foi seu aproveitamento de conversão. Um absurdo. Vamos ver como ele voltará.

 

Coach of the Year

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É quase certo que esse prêmio vai para o coach vencedor da regular. Como eu estou apostando no título dividido entre Zags e Saint Mary’s, vou ficar com o trabalho em um programa menor: Randy Bennett. Bennett montou um time sólido na temporada passada mesmo com tantos freshmen. Agora tem mais três anos para desfrutar de suas acertadas decisões.

Power Rankings

  1. Gonzaga
    przemek-karnowski-2Em 2015-16 ( 28-8 / 15-3 na WCC)

    Acredito que os Zags e Saint Mary’s vão dividir o título conferencional novamente. Em termos de talento, os Bulldogs estão um passo a frente, mas a equipe dos Gaels é praticamente a mesma da temporada passada e o fator química/conjunto é muito importante para uma temporada de sucesso. Gonzaga contará com a volta de Przmek Karnowski (foto) que esteve fora da temporada passada por conta de lesão. As adições de Nigel Williams-Goss e Jordan Matthews pesam bastante para a melhora da equipe. Além do mais, o recrutamento de Gonzaga foi de longe o melhor da WCC.
  2. Saint Mary’s
    emmett-naar Em 2015-16 ( 29-6 / 15-3 na WCC)
    Particularmente gosto bastante dessa equipe. Fez uma excelente temporada em 2015-16, foi a 20ª equipe com menor média de idade e mesmo assim cravou o 22º lugar em eficiência ofensiva ajustada marcando 114.5 pontos a cada 100 posses. Jogo dos Gaels é muito rápido, dando um ‘tempo’ ajustado de posse de 20.1 segundos, isto é, o terceiro time mais rápido a definir seu ataque. Falando em eFG%, a equipe cravou, também, a terceira posição do país inteiro com 58.4%. Muito de seu jogo se deve ao perímetro. Quase 35% de dos pontos saem da linha dos 3 pontos nesse time. Seguindo a tradição de Bennett, os Gaels terão australiano no elenco com direito a liderança da equipe. Emmett Naar (foto) comandará Saint Mary’s.
  3. BYU
    nick-emery Em 2015-16 ( 26-11 / 13-5 na WCC)
    Muito triste não ver Collinsworth desfilando pela WCC novamente. Cougars perdeu também Chase Fischer e Jordan Chatman, mas ganharam três jogadores que estavam em missão religiosa: T.J. Haws, Eric Mika, Payton Dastrup. BYU também teve ótimo recrutamento trazendo três 4-star players para o elenco. Além do mais, tem o ótimo arremessador e provável líder da equipe nessa temporada, Nick Emery (foto). Perdendo seu core, mas com essa boa offseason acredito que BYU se manterá como terceira força da WCC.
  4. Loyola Marymount
    brandon-brown-loyola-marymont Em 2015-16 ( 14-17 / 6-12 na WCC)
    Loyola vai pegar o elevador e sair da oitava posição da temporada passada para a quarta nesta. Temos a dupla de guards Brandon Brown (foto) e Steve Haney para ficar de olho e principalmente os dois recém chegados Stefan Jovanovic, de Hawaii, e Trevor Manuel, de Oregon. Muitas equipes estão em período de reformulação. Novos técnicos, nova montagem de elenco e LMU, mesmo pertencendo ao quadro de reformulação, parece estar um passo a frente.
  5. Santa Clara
    jared-brownridge-2 Em 2015-16 ( 11-20 / 7-11 na WCC)
    Sob o comando de Jared Brownridge (foto) vou apostar em Santa Clara em 5º. O trio Santa Clara, Portland e Pepperdine deve disputar essas três próximas posições. Por Santa Clara manter seus bons juniors da temporada passada, acredito que os Broncos tão a frente dos outros dois. Indo além, os Broncos mostraram na temporada passada que não precisam do fator casa para jogar o seu melhor. Foi a segunda equipe menos caseira da WCC. Tudo bem que o basquete apresentado na última season não era lá essas coisas, mas fica o instinto de saber jogar longe de seus domínios.
  6. Portland
    alec-wintering-2 Em 2015-16 ( 12-20 / 6-12 na WCC)
    Alec Wintering (foto) é um dos melhores PGs da WCC e deve disputar o melhor jogador da WCC. Portland conseguiu manter quase todos seus jogadores da temporada passada e vou pesar isso para colocar os Pilots a frente dos Waves. Sob novo comando, agora Terry Porter, espero que dê jeito nessa defesa medonha. Foi a segunda pior equipe em eficiência defensiva da conferência. Em compensação, o melhor ataque após o trio Gonzaga, Saint Mary’s e BYU.
  7. Pepperdine
    lamond-murray-jr-2 Em 2015-16 ( 18-14 / 10-8 na WCC)
    Os Waves perderam seis jogadores ao todo. Dentre eles Stacy Davis e Jett Raines, dois dos melhores da temporada passada de Pepperdine. O que traz maior exigência e responsabilidade a Lamond Murray Jr (foto). A propósito um dos meus juniors favoritos de 2015-16. Chris Reyes, vindo de Utah, chega para somar. Pelo fato de perder dois de seus três melhores scores, além de seu melhor defensor, vou colocar Pepperdine em sétimo.
  8. Pacific
    tj-wallace Em 2015-16 ( 8-20 / 6-12 na WCC)
    Damon Stoudemire conseguiu trazer boa peças para iniciar seu trabalho na Pacific. TySean Powell, ex-Duquesne, e Miles Reynolds, ex-Saint Louis, foram duas boas transferências que chegaram para os Tigers. T.J. Wallace (foto) permaneceu na equipe, juntamente com Ray Bowles e Jacob Lampkin. Não espero muita coisa desse primeiro ano de Damon no comando de Pacific, mas parece que os ares por lá vão melhorar.
  9. San Francisco
    NCAA Basketball: San Francisco at Gonzaga                                                   Em 2015-16 ( 15-15 / 8-10 na WCC)
    Tim Derksen não estará mais em quadra pelos Dons. Ele estava entre os meus cinco melhores seniors na temporada passada que jogaram apenas por uma universidade em seus quatro anos de elegibilidade. O time ainda tem um núcleo razoável a ser trabalhado com Ronnie Boyce III e Dont’e Reynolds (foto). A chegada de Jordan Ratinho (ele não é brasileiro) pode ser interessante também. Ratinho é um player que pode jogar na 1, 2 e 3. Por aqui há bastante trabalho a fazer para o recém chegado coach Kyle Smith.
  10. San Diego
    brett-bailey-san-diego Em 2015-16 ( 9-21 / 4-14 na WCC)
    Mais uma temporada difícil para San Diego. Perdeu seu melhor jogador, Duda Sanadze, e Vasa Pusica foi para Northeastern. Brett Bailey (foto) vai para seu senior year. Teve a pior eficiência ofensiva da WCC, tendo o pior eFG%, TO% e 3Pt%. Deve passar o ano segurando a lanterna e iluminando o caminho da WCC.

Por dentro da WCC

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Outro aspecto relevante da temporada passada é o volume de blowouts na WCC, 21,1% dos jogos  terminaram com esse aspecto. Isso quer dizer que aproximadamente dois a cada dez jogos da West Coast terminavam com mais de 19 pontos de vantagem para um dos lados. Isso deu a medalha de bronze para a WCC nesse quesito no país. Ficou atrás apenas da WAC e Big Ten.

Mais uma curiosidade sobre a WCC na temporada 2015-16 é o fator casa. Dentro das 32  conferências, a WCC ficou em oitava na razão vitória/derrotas em casa. Ao todo foram 90 jogos, nos quais 50 vezes o time da casa venceu, ou seja, 55,6% das oportunidades. Muito cuidado ao achar que levando o jogo para casa será vitória tranquila.

Por fim, a WCC levou dois títulos na temporada passada: TO% e Stl%. Erram pouco, mas roubam pouco também. Como dito anteriormente, a defesa aqui não é prioridade. Quando não têm a posse de bola, as equipes tendem a jogar de forma mais passiva, sem pressionar tanto o adversário, o que, consequentemente, reduz o índice de roubadas de bola.

Bom, a West Coast é uma conferência muito carismática, repleta de talentos e histórias sensacionais. Vamos ver como vai se desenvolver ao longo da temporada. De antemão, espero ver Saint Mary’s e Gonzaga em Março.

1 comentário sobre “Preview da West Coast Conference”

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